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viva luta por liberdade!

Homens e Mulheres são equivalentes.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sexualidade feminina e histeria

No final do século XIX, as concepções de que as mulheres não sentiam prazer ganhou legitimidade nos meios científicos pois eram reafirmadas, fundamentadas e justificadas por médicos como Kraftebing, Lombroso e Gugliemo Ferrero. Para esses médicos, na mulher, por natureza, o instinto materno anulava o sexual e a mulher que sentisse desejo ou prazer seria anormal. Mas, a ausência de desejo poderia provocar repulsa pelo ato sexual e assim a mulher não teria filh@s e não sendo mãe, ela estaria exposta a doenças de cunho físico, psíquico e moral. Para esses médicos, a mulher só se realizava sendo mãe.


Nas últimas décadas do século XIX, pesquisas médicas sobre o comportamento sexual feminino, colocavam em xeque esses pressupostos que definiam a mulher como um ser por natureza assexuado ou anestesiado sexualmente. Foi então que em 1853, um médico escocês, J. Mathews Duncan, divulgava em várias conferências que resultados sobre experiências eróticas femininas apontavam para aspectos que viabilizavam a percepção de que “nas mulheres o desejo e o prazer estão sempre presentes”.


 Em 1907, o sexologista alemão Iwan Black divulgava um estudo sobre a vida erótica moderna. Tendo entrevistado “mulheres cultas”, elas teriam dito que tinham muitas vezes até mais prazer que os homens. No Brasil, alguns médicos reconheciam a existência de prazer e desejo nas mulheres, mas deixavam passar como se elas não manifestassem nenhum orgasmo. Para os médicos, a ausência ou a precariedade da vida sexual poderiam resultar em conseqüências “funestas” para as mulheres – como o hábito da masturbação – causadora de esterilidade, aborto – ou adultério (realmente os senhores da ciência médica não sabiam nada sobre nós!)


Como a ausência de vida sexual, os excedentes ou “perversões” na realização do desejo e do prazer conduziram as mulheres a problemas físico, mental e moral. A sexualidade feminina teria que ficar circunscrita ao leito conjugal e nos estreitos limites entre o excesso e a falta. O gozo no ato sexual seria substituído pelo gozo através da amamentação.


Reconhecendo ou negando a existência do desejo e do prazer da mulher, os alienistas estabeleciam uma íntima ligação entre as perturbações psíquicas e os distúrbios da sexualidade em quase todos os tipos de doença mental. Entre as doenças mentais mais destacadas estavam a histeria e a hipocondria.


Sendo punidas quando expressavam sua sexualidade, sendo glorificadas apenas como mãe, as mulheres eram ligadas a histeria devido ao seu corpo ‘frágil’, “flácido”, mais do que ao corpo masculino. A histeria em sua essência seria uma doença feminina para os médicos daquela época. Para os antigos, “o mal histérico seria provocado pelas manifestações de um útero que agiria como um animal, oculto no interior do organismo.”


Em 1859, o médico Briquet definia a histeria como uma “neurose do encéfalo”, reforçava-se o vinculo entre a doença e as qualidades “naturais” da mulher: sensibilidade, emocionalidade e sentimento.


Os alienistas brasileiros faziam uma associação entre a histeria e o ser feminino. O médico Rodrigo José defendeu em 1838 a primeira tese na faculdade de medicina no Rio de Janeiro, definindo a histeria como “uma moléstia de que o útero é a sede”. Seria um distúrbio ligado à sexualidade. Os ataques histéricos apareciam na mulher no período entre a puberdade e a menopausa, ou seja, no inicio e no fim da vida sexual. Em seu estudo sobre histerismo, o médico Cordeiro, o definia como uma “neurose dos órgãos genitais da mulher” estabelecendo uma associação entre histeria, útero e  mulher. Os ataques histéricos coincidiam com a proximidade da época da menstruação, segundo o médico José Gonçalves.


Havia uma verdadeira confusão e desconhecimento do corpo feminino e das causas das doenças mentais. Se por outro lado existiam médicos que questionavam estas opressões cientificas sobre as mulheres, a grande maioria as condenava a ignorância de seu corpo e a hospícios.


“O mal histérico” à sufocação ou à retenção do esperma sem que houvesse a fecundação. O mal poderia provocar a loucura ou até a morte quando não se procriava. Fixava-se os limites entre comportamentos sexuais normais e patológicos, a partir da ausência e das ditas perversões sexuais.


As conquistas e sofisticações da psiquiatria na passagem do século XIX para o XX, não questionou a associação entre a mulher e a histeria, aprofundaram-na dando-lhe o aspecto de verdade cientifica. Ainda por muito tempo, as palavras do psiquiatra francês Ulysse Trélat, continuariam a ecoar dentro e fora do mundo acadêmico e cientifico: “Toda mulher é feita para sentir e sentir é quase histeria”. As mulheres segundo Pinel ficavam loucas irrecuperáveis com o seu exercício inadequado da sexualidade, devassidão, propensão ao onanismo e homossexualidade.

 

                                               Mabel Dias

 

                        Baseado no texto de Magali Engel, do livro “A História das mulheres no Brasil” 

Moçao de apoio as universidades mobilizadas

Isso não é apenas uma moção de apoio, mas um 
chamado à luta unificada pela total reestruturação 
do poder na universidade.

Os estudantes da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) estão acampados na frente da reitoria, reivindicando principalmente a participação efetiva dos estudantes nos órgão de deliberação da universidade, com o intuito de transformar esta, que está falida e não produz mais conhecimento útil para o desenvolvimento da humanidade, atendendo apenas a uma lógica de mercado que só visa obter lucro para a classe burguesa. Isso fica muito claro se observarmos a quantidade de capital privado que é “injetado” nas pesquisas das universidades, como se fossem investimentos em bolsas de valores. Enquanto isso, as salas de aulas das estão caindo aos pedaços, há falta de professores e não existe assistência estudantil de verdade.

Por isso apoiamos a luta dos companheiros da UERJ, UFSJ, Uncisal, Unir, UFF, UENF, por entendermos que é preciso construir a unidade na luta do movimento estudantil para reivindicarmos a proporcionalidade nos órgão de deliberação da universidade, pois somente os estudantes, que são os menos atrelados à burocracia universitária, ao lado dos trabalhadores em defesa do poder popular, podem enfim mudar os rumos da universidade.

A proporcionalidade (governo tripartite) é o autogoverno proporcional aos três setores que compõe a universidade: professores funcionários e estudantes. Esta proposta garante representação real da base que compõe a comunidade acadêmica. Diferentemente da paridade, que não passa de uma farsa mascarada de democracia. A paridade mantém a eleição e a lista tríplice, além disso, o voto de estudantes e funcionários continua valendo menos do que o dos docentes. Isso porque o calculo é feito em cima do total de integrantes de cada segmento, portanto na universidade, onde a maioria é de estudantes, a porcentagem que lhe é referida é dividida em muito mais membros, fragmentando o peso do voto.

Chamamos a todos a levar a discussão da estrutura de poder na universidade, atualmente imposta pelo governo e que é o principal gerador dos problemas apresentados, como a falta de assistência estudantil, professores, infra-estrutura e o autoritarismo dos docentes, entre outras coisas.

Acampados Vila fora CONSU, Unifesp – São Paulo, 15 de setembro de 2008.

PS:

criei esse grupo virtual pra unificar a luta por moradia nas universidades publicas gostaria que estivessem participando e divulgando para os estudantes aí da unifesp, quem sabe divulgar no blog


Para entrar no grupo envie e-mail para

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Considerações sobre o anarcofeminismo

Por Vanessa Luana e Mabel Dias


Anarcofeminismo, também chamado de feminismo libertário, é o movimento de luta pela libertação da mulher com um viés anarquista. Para as anarcofeministas, a emancipação feminina só se dará com a destruição do Estado e do sistema de classes, responsáveis pela opressão do gênero feminino. O anarcofeminismo é, então, a busca pela transformação da sociedade sob a perspectiva dos conflitos de gênero; é a tentativa de superação do patriarcado sem pretender estabelecer outras formas de domínio em seu lugar. Trata-se de um caminho para se vivenciar a anarquia para chegar à sociedade libertária.



Não existe uma data precisa para o surgimento do anarcofeminismo. Pode-se dizer que a partir do momento que as mulheres anarquistas começaram a participar ativamente do movimento anarquista, o anarcofeminismo começou a tomar forma. As libertárias passaram a atuar ao lado dos companheiros ácratas e a discutir, propondo meios de combate à opressão que a mulher sofria na sociedade da época.



Maria Lacerda de Moura, Sônia Oiticica, Luce Fabri, Matilde Magrassi, Emma Goldman, Paula Soares, Áurea Quadrado, são apenas algumas das mulheres anarquistas que atuavam no movimento, seja de maneira individual ou em coletivos. Boa parte de suas produções foram perdidas ou destruídas pelos partidos comunistas e pelos governos totalitários, como os de Getúlio Vargas, que prendeu e perseguiu muitos grupos libertários.



Atualmente, existem poucos grupos e mulheres anarcofeministas pelo Brasil e no mundo. Mesmo assim, a vivência daquelas mulheres ainda reflete fortemente em diversos países, como Brasil, México, Bolívia, Espanha, Itália, EUA, entre outros.



O anarcofeminismo compreende que a opressão da mulher é resultado de uma sociedade capitalista e patriarcal, e não do gênero masculino. Por isto, propõe uma sociedade anarquista, em que mulheres e homens sejam vistos como seres humanos completos. O homem é também explorado pelo capitalismo e tem sua masculinidade a todo tempo colocada à prova, porém a sua opressão se dá de maneira diferenciada da da mulher. Enquanto as mulheres são oprimidas, discriminadas, violentadas pelo seu sexo.



Embora o anarcofeminismo beba diretamente da fonte da política anarquista, ele contesta a atuação dos homens libertários e do próprio movimento anarquista, que não dá a devida visibilidade às questões relacionadas à mulher e muitas vezes vê como redundante o termo anarcofeminismo. Por causa disto, foram formados grupos só com mulheres que trouxeram para dentro do movimento estas questões de gênero e da mulher de maneira decisiva. Aqui no Brasil havia o Coletivo AnarcoFeminista (CAF) – surgido nos anos 90 na capital paulista, e atualmente o Grito de Revolta das Mulheres Libertárias (GRML), também em São Paulo. Devido a isto, o anarcofeminismo tomou mais força. São as mulheres libertárias falando com voz própria. Não há lideranças entre as anarcofeministas, sendo sua organização autônoma e horizontal, não havendo hierarquias nem práticas autoritárias nem de valores burgueses. As anarcofeministas não buscam mudanças através de instituições estatais, aprovação de leis, pelo voto ou com a entrada de uma mulher no poder. Estas práticas podem fazer alguma diferença, mas são mínimas porque o problema maior, a raiz de todo o patriarcado perpassa as questões de gênero. O importante é que todas as mulheres tenham poder próprio, pois as mudanças de sexo nos cargos de chefia não alteram a situação das coisas. Que elas possam se expressar sem terem de ser tuteladas por organizações não governamentais ou pelo próprio governo. Maria Lacerda de Moura já dizia: “Não será com algumas mulheres no poder que resolveremos o problema das que estão no tanque, nas ruas, na cozinha!”



As anarcofeministas acreditam na prática da ação direta. É claro a importância que as anarcofeministas têm na transformação do discurso e da prática anarquista. No entanto, esta disposição não pode se restringir a apenas um grupo especifico, tornando assim suas bandeiras sem o longo alcance que merece ter.



A lógica do anarcofeminismo é carregada de potencialidades que possibilitam uma boa articulação entre a revolução individual e a necessidade de uma revolução social que garanta a perpetuação destas novas relações.

Em 2007, foi publicado em parceria com a jornalista e anarcofeminista Mabel Dias e a Imprensa Marginal de São Paulo um livreto contando a história destas mulheres anarquistas. O trabalho é uma reedição de fanzines que foram editados nos anos de 2002 e 2003 e que agora recebem um novo formato. Um segundo livreto será publicado em breve, desta vez, com as histórias das libertárias contemporâneas.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sinais dos tempos: a luta de classes se acirra

Escrito por Waldemar Rossi



Muito se tem escrito sobre os conflitos entre o capital e o trabalho. Em quase sua totalidade, a abordagem mostra os avanços do capitalismo, as freqüentes derrotas dos trabalhadores e os recuos e fraquezas do movimento sindical e social em nível mundial.



Isso ocorre na grande e tradicional Europa ocidental, onde o capital chantageia com a "ameaça" de transladar suas fábricas para a Europa do leste, porque lá os salários são bem menores e os incentivos fiscais muito mais vantajosos. Acontece na América do Norte, onde o NAFTA (tratado de livre comércio daquela região) favorece a instalação de fábricas moderníssimas em regiões de mão-de-obra muito barata, principalmente no México, gerando a concorrência entre os trabalhadores dos seus três países (EUA, Canadá e México). Enquanto que as mesmas empresas estadunidenses mantêm os trabalhos produtivos que exigem maior capacitação técnica – e que oferece melhores salários – para seus cidadãos brancos, fazendo aumentar a já tão criminosa disparidade social e econômica por questões racistas.



Na Ásia dos chamados "tigres", empresas multinacionais que se desenvolveram muito rapidamente vêm sofrendo os efeitos da superprodução e destruindo direitos que os trabalhadores vinham progressivamente conquistando.



Na América Latina... Bem, aqui já se falou tanto disso que o assunto se torna repetitivo. Porém, não há como escapar da "armadilha" que a política nos arma a todo instante.



Vendido o peixe do "milagre brasileiro" dos anos 70, em que a classe média se vendeu ao capital multinacional, a entrada dos anos 80 começou a mostrar que a época desenvolvimentista estava se acabando e levando consigo os sonhos de um Brasil para todos. Restava um Brasil para nem todos, que, aos poucos, foi virando "o Brasil para as transnacionais e para o capital financeiro", deixando como rastro o cheiro da podridão e milhões de desempregados e subempregados, da rotatividade estonteante de mão-de-obra formal e crescente redução salarial. Não tem sido diferente no conjunto da América Latina, com a diferença que o mais importante "milagre econômico" se deu no Brasil.



Como houve, à época, a retomada consciente das lutas operárias e camponesas, com o conseqüente avanço nas conquistas econômicas e sociais, o capital retomou seu plano de super-exploração, sendo necessário, para isto, subjugar o movimento reivindicatório das classes trabalhadoras.



Era o início dos esforços para dividir e enfraquecer o movimento popular, criando entidades fantoches tipo CGT e Força Sindical, cooptar direções como as da UNE, CUT e de partidos de esquerda, tipo PCB (sua antiga direção), PSDB, PT e PC do B.



Acenando para a possibilidade de chegada ao poder político, a direita consegue seus objetivos, inicialmente com a era FHC, exigindo, como contrapartida, nada mais nada menos que a entrega de todo o patrimônio nacional e a destruição dos direitos trabalhistas.



Ludibriados pela oportunidade da classe trabalhadora alcançar o poder político nacional, via Lula, PT e seus aliados esquerdistas, o movimento social caiu no canto da sereia e entregou sua disposição para a luta nas mãos dos seus "representantes". Boicotada a mobilização popular via CUT, PT, UNE e PC do B, a classe trabalhadora se sentiu órfã e sem forças, caindo abatida durante vários anos.



Mas a História não acabou, como dizem os aliados da classe dominante. Por baixo das cinzas muita brasa continuou a arder, mantendo aquecido o sonho de conquista da justiça social. Como em toda a história dos povos, o vulcão de novos movimentos populares entra em erupção no Brasil também, como vem acontecendo em vários países no mundo. Estamos presenciando - ainda que a mídia insista em negar todas as informações ou a distorcê-las – a retomada das forças reivindicativas. Desde as ocupações do MST e Via Campesina, nas questões da terra, passando pelas greves dos professores de vários níveis, estudantes, carteiros, petroleiros, metalúrgicos, do funcionalismo municipal, polícias.



Assistimos ao crescimento de movimentos de resistências, como a denúncia da ação macarthista do Ministério Público do RS sobre o MST, assim como a ampla mobilização nacional em defesa do próprio MST e da Via Campesina, expressões legais e legítimas do Movimento dos Sem Terras; ao movimento contra a irracional transposição do rio São Francisco e de outros em defesa da ecologia; contra o desmatamento e a poluição dos aqüíferos pela mineração irresponsável e predadora; contra a entrega do patrimônio público às empresas privadas.



Vemos crescer movimentos populares pela mudança das leis visando punir todos os políticos envolvidos em crimes de todas as naturezas, pelo fim do trabalho escravo e punição daqueles que o praticam; pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial e sem "bancos de horas". No âmbito eclesial, percebemos a retomada das pastorais sociais, em particular as de juventude, da retomada das CEBs e seu compromisso com os excluídos.



Mas há também uma onda crescente de manifestação da insatisfação com as políticas do atual governo, para a qual contribuiu muitíssimo a renúncia da então ministra do Meio Ambiente, Marina da Silva e pelas denúncias de irregularidades e falcatruas que envolvem as três esferas dos Poderes da República. Muitos que até então defendiam o atual governo já não o fazem mais.



Algo que nos anima a manter vivos nossos sonhos de justiça é também o surgimento de novas forças trabalhistas, concentradas particularmente na CONLUTAS e na INTERSINDICAL, dois embrionários movimentos dos trabalhadores que, devido aos seus compromissos de classe vêm ganhando progressivamente a confiança de parcelas significativas da classe trabalhadora brasileira. Não têm, ainda, a força necessária para o grande enfrentamento com as mazelas do capital. Mas a alcançará com o aprendizado da própria luta de classes.



Olhando os "sinais dos tempos", podemos ter a certeza que um novo e amplo movimento social, forte e enraizado na vida sofrida do povo está sendo gestado.



Certamente nascerá. Não sem dores de parto e nem antes de seu tempo de maturação. Dependerá da contribuição de cada um e cada uma de nós. Mas chegará e com forças renovadas e transformadoras. Quem viver verá.



Waldemar Rossi é metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O outro sexo

Sexualidade passou a ser reconhecida nos meios profissionais da saúde como um aspecto de importância para a vida das pessoas. Desde a década de 1970[1], ainda timidamente, a Organização Mundial de Saúde fez algumas reunião com especialistas para definir o conceito de saúde sexual, e apenas em 2003 que surgiu um documento que respondia àquela primeira reunião, que sequer teve uma publicação à época[2]. Este movimento ocorreu em paralelo com a Associação Mundial de Sexologia (atual Associação Mundial para a Saúde Sexual) que promulgo a Declaração dos Direitos Sexuais em 1997, ratificada em 1999 no Congresso Mundial de Sexologia, em Hong Kong, que gerou uma importante reunião da Organização Pan-americana de Saúde na Guatemala, em 2000[3].

Porém, este reconhecimento todo ainda não chegou aos profissionais de saúde, e muito menos às pessoas que necessitam das atenções em sexualidade.

A Educação Sexual e a atenção à Saúde Sexual ainda precisam de muito para que se consiga iniciar o caminho promovido por aqueles organismos internacionais que desejam que as pessoas sejam sexualmente felizes.

Mas por qual razão é que uma pessoa deve ser sexualmente feliz?

A sexualidade que permite a sensação de felicidade exige alguns pressupostos: saúde física, saúde mental e saúde social.

Além disso, a Declaração Universal dos Direitos Sexuais[4] aponta alguns caminhos, e um deles é “O direito à informação baseada no conhecimento científico. A informação sexual deve ser gerada através de um processo científico e ético e disseminado em formas apropriadas e a todos os níveis sociais.”

E aqui chegamos a este livro.

São produções escritas uma maneira de conduzir às pessoas as informações que permitam o conhecimento das coisas do sexo estudadas e descobertas nas pesquisas científicas.

Em nosso imenso Brasil, com uma população de 180 milhões de pessoas, precisamos muitas publicações que permitam a todos esses milhões acessarem informações sobre sexualidade para que se auxiliem, num primeiro momento, nos caminhos para alcançar a saúde sexual.

Favorecer estas publicações, disseminá-las é nossa atuação profissional, é parte de nosso trabalho em prol da saúde sexual.

Por isso este trabalho coletado pelo Dr. Carlos Magno tem importância. Auxilia a disseminar as discussões do âmbito profissional dos estudos da sexualidade para os leitores se apropriarem das informações em prol da saúde sexual.

Nossos agradecimentos ao Dr. Carlos Magno, com um brinde aos leitores que iniciam esta caminhada útil para a felicidade sexual.

São Paulo, junho de 2008.

Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr.

Instituto Paulista de Sexualidade – Diretor e Psicoterapeuta Sexual

World Association for Sexual Health – membro do Conselho Consultivo (2001-2009)

[1] Education and treatment in human sexuality: the training of health professionals. Geneva, World Health Organization, 1975 (WHO Technical Report Series No. 572).

[1] Defining sexual health - http://www.who.int/reproductive-health/publications/sexualhealth/defining_sh.pdf

[1] Promoción de Salud Sexual: Recomendaciones para la acción - http://www.paho.org/Spanish/AD/FCH/AI/salud_sexual.pdf

[1] http://www.worldsexology.org/about_sexualrights_portuguese.asp



[1] Education and treatment in human sexuality: the training of health professionals. Geneva, World Health Organization, 1975 (WHO Technical Report Series No. 572).

[2] Defining sexual health - http://www.who.int/reproductive-health/publications/sexualhealth/defining_sh.pdf

[3] Promoción de Salud Sexual: Recomendaciones para la acción - http://www.paho.org/Spanish/AD/FCH/AI/salud_sexual.pdf

[4] http://www.worldsexology.org/about_sexualrights_portuguese.asp

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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

PROFOSP CRESCE NO INTERIOR


PROFOSP CRESCE NO INTERIOR
(Extraído do "A PLEBE" nº 27 de Julho de 2.003)

O Movimento Pela Reconstrução da Confederação Operária Brasileira (COB/ACAT-AIT) dá um novo passo no estado de São Paulo com a abertura de um “Núcleo PROFOSP- Oeste”, na região da Presidente Prudente. Essa região concentra desde o presídio de segurança máxima, onde está Fernandinho Beira-Mar, até os conflitos agrários na região do Pontal do Paranapanema. O núcleo Oeste da PROFOSP vem tendo um processo de aproximação desde a Campanha Nacional Pelo Voto Nulo em 2.002, na época como “Amigos da PROFOSP/COB-AIT”. A partir dessa unidade
de ação desenvolvemos uma linha de discussão que culminou com a adesão formal as “Bases de Acordo do Núcleo PROFOSP” e a carta de princípios da AIT.


Hoje atuam em acordo com a Seção da AIT no Brasil, a FORGS/COB-ACAT/AIT, e com o Núcleo PRO-Federação Operária de São Paulo, mas já traziam consigo um histórico de atividade que resumimos abaixo:

“No ano de 2001 ativistas libertários de Presidente Prudente iniciaram sua organização. Nasceram os grupos “Os Ingovernáveis”, a “Liga Libertaria” e a “Resistência Prudentina (R.P.)”. Desenvolviam um trabalho pouco expressivo, devido a pouca estrutura. A “R. P.” editou um único número de jornal que caiu nas mãos dos dois grupos existentes. A “Resistência Prudentina” e “Os Ingovernáveis” realizaram um encontro em 2002 na possibilidade da união dos grupos e formação de um forte movimento. O que de fato não aconteceu: a R.P. se desarticulou.

“A partir de então cresce contato entre a “Liga Libertaria” e “Os Ingovernáveis” que decidiram unir a organização de atividades e eventos junto ao movimento alternativo da cidade. Daí surgiu uma aliança libertaria que tinha como grande luta sair do isolamento e se articular com outros coletivos anarquistas do pais, fortalecendo-se.

“Hoje estamos organizados em grupos de afinidades, por setor de Presidente Prudente. Na UNESP existem dois grupos de afinidade com simpatizantes, há outras pessoas atuando na luta pela moradia estudantil, ocupações estudantis e na comissão de moradia da FCT.

“Há outro grupo de afinidade que se constituiu como núcleo anarco-sindicalista , mantendo atualmente vínculos com a Seção da AIT no Brasil, organizando trabalhadores e fortalecendo a organização da pró- Federação Operária de São Paulo (PROFOSP/COB-AIT).

“Grupos também atuam em dois bairros da cidade, contando com o apoio contra-cultural da
banda “Pão,Circo,Violência”. Senda esta responsável pela organização de eventos para a arrecadação de fundos.

“Os grupos de afinidades constituem a “Liga Libertaria”, organização anarquista que desenvolve
varias campanhas regionais de boicote e solidariedade às lutas internacionalistas e de conscientização do proletariado, atos de solidariedade aos povos que sofrem com ações imperialistas, como no Oriente Médio, com passeatas e boicote a produtos e empresas que patrocinam as guerras. Recentemente estamos fortalecendo a lista do movimento pela reconstrução da COB, divulgamos o jornal “A Plebe” editado pela PROFOSP/COB-
AIT.”

(de Antonio Sevilha, pela PROFOSP-Oeste)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Entrevista com Ravachol, membro da Coordenação da FOSP

Estamos realizando entrevista com membro da FOSP. Logo teremos publicada.

Aguardem!